Monday, May 18, 2009
Friday, April 17, 2009
Sunday, April 12, 2009
Wednesday, March 18, 2009
"Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas do próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca"
Mário Cesariny
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas do próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca"
Mário Cesariny
Thursday, February 26, 2009
Wednesday, February 11, 2009
Tuesday, February 3, 2009
"Ancor che col partire, c'io mi senta morire, Partir vorrei ognor, ogni momento.
Tant'è il piacer ch'io sento
Nella vita ch'acquisto nel ritorno.
E così mille, mille volte il giorno, mille, mille volte il giorno,
Partir da voi vorrei
Tanto son dolci i ritorni miei..."
"Ainda que ao partir eu me sinta morrer,
gostaria de partir a todas as horas, em todos os momentos.
Tanto é o prazer que eu sinto
na vida que adquiro ao regressar.
E assim, mil e mil vezes ao dia.
Partir de vós quereria
Tão doces são os meus regressos. "
gostaria de partir a todas as horas, em todos os momentos.
Tanto é o prazer que eu sinto
na vida que adquiro ao regressar.
E assim, mil e mil vezes ao dia.
Partir de vós quereria
Tão doces são os meus regressos. "
Sunday, February 1, 2009
"Minha alma é como um pastor
...
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende."
Alberto Caeiro
...
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende."
Alberto Caeiro
Tuesday, January 6, 2009
Thursday, December 18, 2008
I am the tree
"They allege that I've been hastily sketched onto nonsized, rough paper so the picture of a tree might hang behind the master storyteller. True enough. At this moment, there are no other slender trees beside me, no seven-leaf steppe plants, no dark billowing rock formations which at times resemble Satan or a man and no coiling Chinese clouds. Just the ground, the sky, myself and the horizon. But my story is much more complicated. "
O. Pamuk, "My name is red"
Sunday, December 14, 2008
"I'm a dog, and because you humans are less rational beasts than I, you're telling yourselves, "Dogs don't talk." Nevertheless, you seem to believe a story in which corpses speak and characters use words they couldn't possibly know. Dogs do speak, but only to those who know how to listen. "
O. Pamuk, "My name is red"
O. Pamuk, "My name is red"
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